25 de outubro de 2006
17 de outubro de 2006
Acordei 5 horas da manhã hoje. Peguei um avião que chacoalhou pra caralho e cheguei em Curitiba às 7h. A viagem Aeroporto-casa é mais longa do que a Maringá-Curitiba, incrível.
Cheguei em casa e resolvi que não ia pras aulas da manhã, dormi até meio dia, acordei, fiz um arroz com muito alho e peixe com molho branco com funghi, que a mãe mandou congelado. Eu ainda não sei fazer essas coisas.
Antes de ir pra aula da noite, precisava passar no shopping pra tirar dinheiro. Eu tinha tipo três putos no bolso, tava feia a coisa. E nem tava chovendo, saí sem guarda-chuva. Na hora que coloquei o pé pra fora do shopping, o mundo desabou. Voltei pra casa, peguei meu lindo guarda-chuva verde limão (cof cof), e fui para a fila do ônibus. Nisso meu humor, que já não estava bom, explodiu. Enquanto eu esperava na fila do ônibus, meu olho começou a encher de lágrima e me deu uma vontade imensa de gritar com aquelas pessoas lerdas e com o cobrador.
Entrei no Santa Cândida, 18h10. Aquele horário AGRADÁVEL. Três meninos com suas pastas positivo discutiam os professores, as aulas, a falta de estudo e o daprimeirafaseeupassomasnasegundatôfodidonãoseiredação. Daí eu acho que entrei em transe. Sério, minha cabeça voou para um outro lugar, eu não ouvia mais ninguém conversando perto de mim, não ouvia voz alguma. Comecei a pensar no nada. Isso deve ter durado um minuto.
Logo voltei à Terra e à conversa dos três meninos. E lembrei do meu ano de cursinho.
Ano passado foi legal, muito legal. Mas lembrei especificamente dos ocorridos entre junho-setembro. E de como eles não vão voltar, não vão. E eu me machuquei lá, pra que insistir nisso outra vez? Pra que pensar que dessavezpodesertudodiferente, se as circunstâncias são ainda piores?
Mas, apesar de tudo, 2005 foi um ano muito bom.
E então eu percebi como 2006 está sendo horrível. Eu não saio como antes, eu não bebo como antes, eu não me divirto como antes. As coisas legais que aconteceram podem ser contadas nos dedos:
- Passar no vestibular
- Morar com o Pedro
- Passar um feriado com a Dayane em Camboriu
- Passar as férias com o Evandro, no Rio
- Passar um final de semana com a Sabrina na praia
- As conversar com a Grazi, tomando um chá ou uma cerveja.
- O Lucas
- As meninas da minha sala
E agora eu poderia passar horas contando a novela mexicana dos últimos seis meses.
Cheguei em casa e resolvi que não ia pras aulas da manhã, dormi até meio dia, acordei, fiz um arroz com muito alho e peixe com molho branco com funghi, que a mãe mandou congelado. Eu ainda não sei fazer essas coisas.
Antes de ir pra aula da noite, precisava passar no shopping pra tirar dinheiro. Eu tinha tipo três putos no bolso, tava feia a coisa. E nem tava chovendo, saí sem guarda-chuva. Na hora que coloquei o pé pra fora do shopping, o mundo desabou. Voltei pra casa, peguei meu lindo guarda-chuva verde limão (cof cof), e fui para a fila do ônibus. Nisso meu humor, que já não estava bom, explodiu. Enquanto eu esperava na fila do ônibus, meu olho começou a encher de lágrima e me deu uma vontade imensa de gritar com aquelas pessoas lerdas e com o cobrador.
Entrei no Santa Cândida, 18h10. Aquele horário AGRADÁVEL. Três meninos com suas pastas positivo discutiam os professores, as aulas, a falta de estudo e o daprimeirafaseeupassomasnasegundatôfodidonãoseiredação. Daí eu acho que entrei em transe. Sério, minha cabeça voou para um outro lugar, eu não ouvia mais ninguém conversando perto de mim, não ouvia voz alguma. Comecei a pensar no nada. Isso deve ter durado um minuto.
Logo voltei à Terra e à conversa dos três meninos. E lembrei do meu ano de cursinho.
Ano passado foi legal, muito legal. Mas lembrei especificamente dos ocorridos entre junho-setembro. E de como eles não vão voltar, não vão. E eu me machuquei lá, pra que insistir nisso outra vez? Pra que pensar que dessavezpodesertudodiferente, se as circunstâncias são ainda piores?
Mas, apesar de tudo, 2005 foi um ano muito bom.
E então eu percebi como 2006 está sendo horrível. Eu não saio como antes, eu não bebo como antes, eu não me divirto como antes. As coisas legais que aconteceram podem ser contadas nos dedos:
- Passar no vestibular
- Morar com o Pedro
- Passar um feriado com a Dayane em Camboriu
- Passar as férias com o Evandro, no Rio
- Passar um final de semana com a Sabrina na praia
- As conversar com a Grazi, tomando um chá ou uma cerveja.
- O Lucas
- As meninas da minha sala
E agora eu poderia passar horas contando a novela mexicana dos últimos seis meses.
14 de outubro de 2006
Sempre que eu venho pra Maringá, fico tão nostálgica.
Fico me lembrando daqueles finais de semana de 2004 quando a gente ia pra chácara da Ju dormir de sábado pra domingo, dos churrascos lá no prédio da Dayah, dos tererês na casa da Polha.
Enfim, um monte de coisa que eu passei aqui com a minha tchurma e que foram legais pra caralho.

E agora tá cada um num canto, não são todos os feriados que as pessoas voltam pra cá e a turma tá bem pequena. Lógico, é sempre legal, mas dá uma saudade tão grande de quando éramos todos assim, uma grande família.
A família que eu escolhi.
Fico me lembrando daqueles finais de semana de 2004 quando a gente ia pra chácara da Ju dormir de sábado pra domingo, dos churrascos lá no prédio da Dayah, dos tererês na casa da Polha.
Enfim, um monte de coisa que eu passei aqui com a minha tchurma e que foram legais pra caralho.

E agora tá cada um num canto, não são todos os feriados que as pessoas voltam pra cá e a turma tá bem pequena. Lógico, é sempre legal, mas dá uma saudade tão grande de quando éramos todos assim, uma grande família.
A família que eu escolhi.
5 de outubro de 2006
Eu gosto de complicar. Gosto mesmo, acho que é um dos meus passatempos preferidos.
Talvez seja por causa do teatro, do drama, mas eu sempre gostei das paixões que me fazem perder a cabeça, das brigas que me fazem soluçar só pra depois ter aquela coisa boa na hora de fazer as pazes e pensar "ah, como é bom estar tudo resolvido", de sentir saudade até não agüentar mais.
Eu gosto, eu acho que são essas sensações que nos deixam saber que estamos vivos mesmo.
Não consigo levar as coisas na brincadeira, nunca soube. Não sei não me envolver e sei que isso assusta muita gente e é um dos motivos de eu estar há quatro belos anos sem namorado. Não sei não demonstrar que me importo, que gosto. Não sei jogar e nem quero aprender: odeio o tal "jogo da sedução", e acho cafona pra caralho essa expressão. E isso era pra ser o complicado, você vai me dizer.
E te responde que não, não é. Isso é o mais simples, o mais fácil de se fazer.
O difícil é abrir, escancarar o coração. É perder o medo de ser você mesmo quando tá com outra pessoa, não ter vergonha de aparecer de pijama, chinelo e meia, sem maquiagem, sem disfarces.
Só que agora, hoje, enquanto eu tomava um banho bem quente depois de um dia bastante cansativo, cheguei a uma conclusão bastante óbvia: eu preciso aprender a relaxar.
Fim.
Talvez seja por causa do teatro, do drama, mas eu sempre gostei das paixões que me fazem perder a cabeça, das brigas que me fazem soluçar só pra depois ter aquela coisa boa na hora de fazer as pazes e pensar "ah, como é bom estar tudo resolvido", de sentir saudade até não agüentar mais.
Eu gosto, eu acho que são essas sensações que nos deixam saber que estamos vivos mesmo.
Não consigo levar as coisas na brincadeira, nunca soube. Não sei não me envolver e sei que isso assusta muita gente e é um dos motivos de eu estar há quatro belos anos sem namorado. Não sei não demonstrar que me importo, que gosto. Não sei jogar e nem quero aprender: odeio o tal "jogo da sedução", e acho cafona pra caralho essa expressão. E isso era pra ser o complicado, você vai me dizer.
E te responde que não, não é. Isso é o mais simples, o mais fácil de se fazer.
O difícil é abrir, escancarar o coração. É perder o medo de ser você mesmo quando tá com outra pessoa, não ter vergonha de aparecer de pijama, chinelo e meia, sem maquiagem, sem disfarces.
Só que agora, hoje, enquanto eu tomava um banho bem quente depois de um dia bastante cansativo, cheguei a uma conclusão bastante óbvia: eu preciso aprender a relaxar.
Fim.
25 de setembro de 2006
Sempre acreditei naquela máxima "cabeça vazia é a casa do diabo", então resolvi tomar algumas atitudes e parar de ficar em casa, sem fazer nada, pensando e só pensando.
Tenho um monte de coisa pra fazer, um monte de matéria, pautas, seminários e livros pra ler.
Fui a um sebo esses dias e comprei 4 livros, hoje comprei mais 3. Isso provavelmente me garanta até o fim do ano algumas leituras bem interessantes.
Comprei passagens pra Maringá e passo 6 dias lá mês que vem. Meus pais vêm pra cá antes, vou comprar uma cadeira pro computador e dar adeus a essa que só serve pra destruir minhas costas.
Estou indo pra academia o máximo de vezes possível, tentando vencer minha preguiça e conciliar com os horários de aula da faculdade.
Juro que sempre que vou, saio com um sorrisão de orelha à orelha.
E hoje eu quase morri prensada pelo portão da garagem. Tadinha da Bolha, tá sofrendo na minha mão. ;~
Tenho um monte de coisa pra fazer, um monte de matéria, pautas, seminários e livros pra ler.
Fui a um sebo esses dias e comprei 4 livros, hoje comprei mais 3. Isso provavelmente me garanta até o fim do ano algumas leituras bem interessantes.
Comprei passagens pra Maringá e passo 6 dias lá mês que vem. Meus pais vêm pra cá antes, vou comprar uma cadeira pro computador e dar adeus a essa que só serve pra destruir minhas costas.
Estou indo pra academia o máximo de vezes possível, tentando vencer minha preguiça e conciliar com os horários de aula da faculdade.
Juro que sempre que vou, saio com um sorrisão de orelha à orelha.
E hoje eu quase morri prensada pelo portão da garagem. Tadinha da Bolha, tá sofrendo na minha mão. ;~
23 de setembro de 2006
19 de setembro de 2006
Faz uns dias já que eu abro isso aqui pra escrever, mas vem nada na minha cabeça.
Uma pessoa me pediu ontem para eu contar coisas legais. Aí eu fiquei pensando, pensando...E bem, nada de muito interessante me acontece, mas isso não me surpreende mais. Acabei contando umas cenas bem engraçadas da última sexta-feira e que eu tinha feito minhas unhas, o que, como já disse aqui diversas vezes, me faz muito feliz.
Hoje voltando da sessão cinema e reportagem, tive uma conversa legal com aquela amiga que, bem, passa por problemas parecidos com o meu. E o que mais nos apavora é aquele sentimento de estar sempre empurrando as coisas com a barriga, fazendo tudo "mais ou menos", deixando pra resolver depois. Prometendo ler mais livros, ver mais filmes, conhecer novas pessoas, mas são só promessas.
Querendo encontrar um cara legal, mas não fazendo muita questão ao mesmo tempo, já que foram tantas decepções nos últimos tempos.
Tendo vontade de sair todos os fins de semana e quando chega o sábado, ah, tá tão gostoso aqui debaixo das cobertas.
E um desejo enorme de fazer tudo diferente, de mudar tudo. Mas e a força, cadê?
Uma pessoa me pediu ontem para eu contar coisas legais. Aí eu fiquei pensando, pensando...E bem, nada de muito interessante me acontece, mas isso não me surpreende mais. Acabei contando umas cenas bem engraçadas da última sexta-feira e que eu tinha feito minhas unhas, o que, como já disse aqui diversas vezes, me faz muito feliz.
Hoje voltando da sessão cinema e reportagem, tive uma conversa legal com aquela amiga que, bem, passa por problemas parecidos com o meu. E o que mais nos apavora é aquele sentimento de estar sempre empurrando as coisas com a barriga, fazendo tudo "mais ou menos", deixando pra resolver depois. Prometendo ler mais livros, ver mais filmes, conhecer novas pessoas, mas são só promessas.
Querendo encontrar um cara legal, mas não fazendo muita questão ao mesmo tempo, já que foram tantas decepções nos últimos tempos.
Tendo vontade de sair todos os fins de semana e quando chega o sábado, ah, tá tão gostoso aqui debaixo das cobertas.
E um desejo enorme de fazer tudo diferente, de mudar tudo. Mas e a força, cadê?
13 de setembro de 2006
Dia desses, acho que segunda, causei indignação na mulherada da minha tchurminha. Estávamos lá em frente ao Cacos, conversando sobre seiláoque, só sei que caiu no assunto preferido de menininhascomonós: homens.
Ou melhor, homens bonitos.
É óbvio que não ficamos pensando naqueles reais, que vemos todos os dias por aí, na faculdade, no supermercado, no trânsito, nas festas. Não, não.
Entre os comentários do tipo "Ah, o Leonardo di Caprio é bonitinho, mas só quando ele tá magro e com cara de homem, senão não rola", "O Gael Garcia é um PÃO, só é baixinho demais...Porra, sempre que eu vou falar Gael Garcia eu falo Garbiel Garcia Márquez", chegou-se a um consenso: Johnny Depp.
Eu não conheço uma mulher que diga que esse homem não é o homem ideal (contrariando a filosofia, que afirma a não existência de tal). O cara é bonito pra caralho, usa umas roupas legalzonas, tem um cabelo bagunçado lindo e, porra...é sexy demais.
O filme dele que eu mais gosto é sem dúvida o Edward, Mãos de Tesoura. Acho tão bonito e já vi umas 800 vezes.
Enfim, bonito é pouco, né?
Aí eu tava lá, quietinha, concordando com tudo. Só que caí na bobagem de assumir:
- Ah, gente. Desculpa, mas ele tá em segundo lugar pra mim. Eu trocaria ele pelo Billy Corgan.
RUF RUF
Ou melhor, homens bonitos.
É óbvio que não ficamos pensando naqueles reais, que vemos todos os dias por aí, na faculdade, no supermercado, no trânsito, nas festas. Não, não.
Entre os comentários do tipo "Ah, o Leonardo di Caprio é bonitinho, mas só quando ele tá magro e com cara de homem, senão não rola", "O Gael Garcia é um PÃO, só é baixinho demais...Porra, sempre que eu vou falar Gael Garcia eu falo Garbiel Garcia Márquez", chegou-se a um consenso: Johnny Depp.
Eu não conheço uma mulher que diga que esse homem não é o homem ideal (contrariando a filosofia, que afirma a não existência de tal). O cara é bonito pra caralho, usa umas roupas legalzonas, tem um cabelo bagunçado lindo e, porra...é sexy demais.
O filme dele que eu mais gosto é sem dúvida o Edward, Mãos de Tesoura. Acho tão bonito e já vi umas 800 vezes.
Enfim, bonito é pouco, né?
Aí eu tava lá, quietinha, concordando com tudo. Só que caí na bobagem de assumir:
- Ah, gente. Desculpa, mas ele tá em segundo lugar pra mim. Eu trocaria ele pelo Billy Corgan.
Aí elas brigaram comigo, me apedrejaram e ficaram putas da cara.
Ok, ok. Eu nem ligo.
Ainda bem que não contei que tenho uma paixão reprimida pelo Roberto Jefferson, é, aquele do mensalão...
Ok, ok. Eu nem ligo.
Ainda bem que não contei que tenho uma paixão reprimida pelo Roberto Jefferson, é, aquele do mensalão...
12 de setembro de 2006
Então, pessú. Dia 31 de outubro tem Tim Festival aqui e tal.
Comeraçam a vender os ingressos hoje parece, 40 pila. Mas informações super secretas (cof cof) confirmam que cliente tim tem mais 20% de desconto e paga só belos R$32,00 para ver yeah yeah yeahs e Patti Smith.
Coisa linda, viu.
Hoje tive um dia do capeta, sabe? Saí de casa 8 da manhã e fui pra labuta, voltei só 10 da noite, com uma puta dor nas costas, morrendo de fome, cansada e querendo minha cama mais que tudo. Mas ainda tinha que fazer apresentação no Powerpoint e textículo que será adicionado à resenha do seminário.
Ê tia Rosa, campeã dos trabalhos chatos.
Comeraçam a vender os ingressos hoje parece, 40 pila. Mas informações super secretas (cof cof) confirmam que cliente tim tem mais 20% de desconto e paga só belos R$32,00 para ver yeah yeah yeahs e Patti Smith.
Coisa linda, viu.
Hoje tive um dia do capeta, sabe? Saí de casa 8 da manhã e fui pra labuta, voltei só 10 da noite, com uma puta dor nas costas, morrendo de fome, cansada e querendo minha cama mais que tudo. Mas ainda tinha que fazer apresentação no Powerpoint e textículo que será adicionado à resenha do seminário.
Ê tia Rosa, campeã dos trabalhos chatos.
6 de setembro de 2006
3 de setembro de 2006
Da última vez que minha família veio passar uns dias aqui em Curitiba, minha irmã caçula, estudante de Educação Física, me ensinou umas coisinhas bem legais que ela aprendeu nas aulas.
A que eu mais gostei era assim:
Você pega uma bolinha de tênis e pisa em cima dela, joga todo o seu peso. Aí vai massageando todo o pé assim. Faz isso nos dois.
Uma dor quase que insuportável vai subir por todo seu corpo. E a dor vai ser maior quando você fizer num pé do que no outro.
A explicação pra essa diferença era mais legal: se doesse mais o esquerdo, problemas de natureza sentimental. Direito, profissional.
O da minha mãe doeu o direito. O meu eu preciso dizer qual foi?
Esquerdo, claro.
Então mamãe, como boa psicóloga que é, já quis conversar comigo. Eu não quis, tentei mudar de assunto, mas não deu certo, ela sabe ser muito persuasiva.
Acabei dizendo que as coisas não andavam muito bem, mesmo. Que eu tinha me envolvido numa fria e não conseguia ver uma saída pra isso mais. Ela me fez perguntas, quando, como, onde, quem, por quê.
E isso eu não sabia dizer. Perguntou também se eu já tinha falado sobre isso com a pessoa e eu disse que não e nem pretendia fazê-lo. Sabe, eu sou cagona.
A preocupação da minha mãe é muito simples. Na minha família existe um histórico bastante forte de depressão e sim, ela me explicou que isso pode ser hereditário. Não é que eu vá cortar os meus pulsos, credo, longe de mim. Mas é aquela melancolia, aquela vontade de não fazer nada, de só dormir. É a intensidade como sentimos as coisas, o jeito como lidamos com alguns problemas (ou o não saber lidar), a tristeza que vem do nada e sem grandes motivos aparentes.
Eu nunca gostei de gente depressiva. Sempre achei um porre isso tudo. Minha vó me irrita pra caralho porque sempre que eu ligo pra ela tem alguma coisa na voz que me assusta, toda uma carga emocional que vem junto e que me dá vontade de chorar, dar um chacoalhão na velha e falar "sai dessa, caralho".
Também nunca gostei de gente que se entitula depressiva.
Mas, às vezes, juro que me dá um frio na barriga de pensar que algum dia eu possa precisar de boletas para sair de situações como essa. Não quero isso pra mim.
Agora, sabe. Tudo isso aconteceu há uns 3 meses. Naquele mesmo dia eu toquei o foda-se e falei o que tava na minha cabeça. Foi bom, se foi.
Mas agora já aprendi a conviver com o fim da euforia toda. Cansei também de pensar nisso, de falar disso, de sentir tudo isso. Cansei, já era. Fim de papo.
Hoje acordei 10 da manhã e o dia tava tão lindo. Deu vontade de pegar o carro e ir na Feirinha do Largo comer pastel, comprar bugigangas e sentar na graminha tomando um café com meus amigos. Mas bem, quem é que acorda a uma hora dessas num domingo depois de um belo porre de cerveja?
Desisti. Comi Mc Donalds, dei uma geral na casa, arrumei meu quarto e até estendi o edredon na cama. Fiz um chá mate quentinho e pronto, já são quase oito da noite, hora do fantástico, programa essencial para você, aluno da querida professora Rosa.
A que eu mais gostei era assim:
Você pega uma bolinha de tênis e pisa em cima dela, joga todo o seu peso. Aí vai massageando todo o pé assim. Faz isso nos dois.
Uma dor quase que insuportável vai subir por todo seu corpo. E a dor vai ser maior quando você fizer num pé do que no outro.
A explicação pra essa diferença era mais legal: se doesse mais o esquerdo, problemas de natureza sentimental. Direito, profissional.
O da minha mãe doeu o direito. O meu eu preciso dizer qual foi?
Esquerdo, claro.
Então mamãe, como boa psicóloga que é, já quis conversar comigo. Eu não quis, tentei mudar de assunto, mas não deu certo, ela sabe ser muito persuasiva.
Acabei dizendo que as coisas não andavam muito bem, mesmo. Que eu tinha me envolvido numa fria e não conseguia ver uma saída pra isso mais. Ela me fez perguntas, quando, como, onde, quem, por quê.
E isso eu não sabia dizer. Perguntou também se eu já tinha falado sobre isso com a pessoa e eu disse que não e nem pretendia fazê-lo. Sabe, eu sou cagona.
A preocupação da minha mãe é muito simples. Na minha família existe um histórico bastante forte de depressão e sim, ela me explicou que isso pode ser hereditário. Não é que eu vá cortar os meus pulsos, credo, longe de mim. Mas é aquela melancolia, aquela vontade de não fazer nada, de só dormir. É a intensidade como sentimos as coisas, o jeito como lidamos com alguns problemas (ou o não saber lidar), a tristeza que vem do nada e sem grandes motivos aparentes.
Eu nunca gostei de gente depressiva. Sempre achei um porre isso tudo. Minha vó me irrita pra caralho porque sempre que eu ligo pra ela tem alguma coisa na voz que me assusta, toda uma carga emocional que vem junto e que me dá vontade de chorar, dar um chacoalhão na velha e falar "sai dessa, caralho".
Também nunca gostei de gente que se entitula depressiva.
Mas, às vezes, juro que me dá um frio na barriga de pensar que algum dia eu possa precisar de boletas para sair de situações como essa. Não quero isso pra mim.
Agora, sabe. Tudo isso aconteceu há uns 3 meses. Naquele mesmo dia eu toquei o foda-se e falei o que tava na minha cabeça. Foi bom, se foi.
Mas agora já aprendi a conviver com o fim da euforia toda. Cansei também de pensar nisso, de falar disso, de sentir tudo isso. Cansei, já era. Fim de papo.
Hoje acordei 10 da manhã e o dia tava tão lindo. Deu vontade de pegar o carro e ir na Feirinha do Largo comer pastel, comprar bugigangas e sentar na graminha tomando um café com meus amigos. Mas bem, quem é que acorda a uma hora dessas num domingo depois de um belo porre de cerveja?
Desisti. Comi Mc Donalds, dei uma geral na casa, arrumei meu quarto e até estendi o edredon na cama. Fiz um chá mate quentinho e pronto, já são quase oito da noite, hora do fantástico, programa essencial para você, aluno da querida professora Rosa.
31 de agosto de 2006
Olha, eu não gosto mais de colocar letras inteiras de músicas aqui.
Mas ando muito Fiona Apple essa semana, e essa letra aqui diz tanta, mas tanta coisa.
Love ridden I've looked at you
With the focus I gave to my birthday candles
I've wished on the lidded blue flames
Under your brow
And baby I wished for you
Nobody sees when you are lying in your bed
And I wanna crawl in with you
But I cry instead
I want your warm
But it will only make me colder when it's over
So I can't tonight, baby
No, not "baby" anymore, if I need you
I'll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we'll only have to wave
My hand won't hold you down no more
The path is clear to follow through
I stood too long in the way of the door
And now I'm giving up on you...
Mas ando muito Fiona Apple essa semana, e essa letra aqui diz tanta, mas tanta coisa.
Love ridden I've looked at you
With the focus I gave to my birthday candles
I've wished on the lidded blue flames
Under your brow
And baby I wished for you
Nobody sees when you are lying in your bed
And I wanna crawl in with you
But I cry instead
I want your warm
But it will only make me colder when it's over
So I can't tonight, baby
No, not "baby" anymore, if I need you
I'll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we'll only have to wave
My hand won't hold you down no more
The path is clear to follow through
I stood too long in the way of the door
And now I'm giving up on you...
27 de agosto de 2006
Ontem teve show do Cachorro Grande aqui em Curitiba, né.
Certo, resolvi que ia na quarta feira, acho. Ingressos na mão, eu toda feliz que ia vê-los, finalmente, após perder uns 3 shows.
Cheguei lá no Callas, dei meu carro na mão dum manobrista, paguei DEZ PILA no estacionamento e entrei numa fila enorme. Entrei, paguei QUATRO PILA num maço de cigarro e fui tomar uma cerveja.
Primeiro teve Pelebrói não sei, ok, legal. Cachorro só começou lá pelas 2 da manhã, enrolaram pra cacete.
O show foi um apestáculo (hé hé hé), o Beto Bruno tem uma goela abençoada. Deve fazer gargareijo todos os dias, porque vá gritar assim lá na casa do chapéu.
Aí lá pelas tantas do show, ele sumiu. É, sumiu. Ficaram só os outros integrantes da banda fazendo solados que duravam 20 minutos. Foi saindo um por um até ficar só o bateirista, que fez mais uma performance de 15 minutos aproximadamente.
Depois de seiláquantotempo, todos voltam para o palco. Beto Bruno é o último a entrar e estava com um dos botões da calça aberto.
Palpite do Lucas assim que começou a putaria: o vocalista foi cagar, só tinha um banheiro, o resto da banda também ficou com vontade e foi indo um por um.
Eu acho bem possível.
Prefiro não pensar que ele foi dar uma rapidinha com alguma tiete desesperada que invadiu o camarim.
Certo, resolvi que ia na quarta feira, acho. Ingressos na mão, eu toda feliz que ia vê-los, finalmente, após perder uns 3 shows.
Cheguei lá no Callas, dei meu carro na mão dum manobrista, paguei DEZ PILA no estacionamento e entrei numa fila enorme. Entrei, paguei QUATRO PILA num maço de cigarro e fui tomar uma cerveja.
Primeiro teve Pelebrói não sei, ok, legal. Cachorro só começou lá pelas 2 da manhã, enrolaram pra cacete.
O show foi um apestáculo (hé hé hé), o Beto Bruno tem uma goela abençoada. Deve fazer gargareijo todos os dias, porque vá gritar assim lá na casa do chapéu.
Aí lá pelas tantas do show, ele sumiu. É, sumiu. Ficaram só os outros integrantes da banda fazendo solados que duravam 20 minutos. Foi saindo um por um até ficar só o bateirista, que fez mais uma performance de 15 minutos aproximadamente.
Depois de seiláquantotempo, todos voltam para o palco. Beto Bruno é o último a entrar e estava com um dos botões da calça aberto.
Palpite do Lucas assim que começou a putaria: o vocalista foi cagar, só tinha um banheiro, o resto da banda também ficou com vontade e foi indo um por um.
Eu acho bem possível.
Prefiro não pensar que ele foi dar uma rapidinha com alguma tiete desesperada que invadiu o camarim.
25 de agosto de 2006
É só um olhar, meia dúzia de palavras trocadas, uns sorrisinhos e eu já volto para casa com aquele frio bom na barriga.
Bom só até a hora que resolvo ir dormir e não consigo, de novo. E aquele turbilhão de coisas que já martelaram tanto na minha cabeça resolve voltar. "Manda à merda, Flávia, puta que o pariu!", "Eu não posso desculpar, com que cara eu fico? Cadê meu orgulho? Cadê minha auto estima?", "Eu mereço coisa melhor, caralho", "E se eu tivesse mais uma chance, como é que eu faria pra confiar?". Todo dia ao menos um desses aí vem me visitar.
E eu fico toda bichinha, relembrando os momentos bonitos que eu, pelo menos, registrei.
Aí abro um livro e dou de cara com:
"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança"
Bom só até a hora que resolvo ir dormir e não consigo, de novo. E aquele turbilhão de coisas que já martelaram tanto na minha cabeça resolve voltar. "Manda à merda, Flávia, puta que o pariu!", "Eu não posso desculpar, com que cara eu fico? Cadê meu orgulho? Cadê minha auto estima?", "Eu mereço coisa melhor, caralho", "E se eu tivesse mais uma chance, como é que eu faria pra confiar?". Todo dia ao menos um desses aí vem me visitar.
E eu fico toda bichinha, relembrando os momentos bonitos que eu, pelo menos, registrei.
Aí abro um livro e dou de cara com:
"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança"
23 de agosto de 2006
Eu tenho umas crises de insônia muito das fodidas.
Noite passada eu fui deitar pra lá das 5, acordei 7 e pouco para receber a diarista, tomei um copo de café e passei o resto do dia acordada.
Agora, 00h26, eu não tenho nadica de sono. Minhas pernas ficam trêmulas, meu corpo tá cansado. Mas meu olho não fecha. Eu não consigo parar de digitar, de pensar, não consigo relaxar.
Fumo um cigarro atrás do outro.
Caralho, eu não tenho muito juízo. Acordei ontem com uma baita dor de cabeça, nariz trancado, dor no corpo todo. E mesmo assim fico fumando igual uma chaminé.
Logo de manhã, sem ter o que fazer, entre o copo de café e a aula que só começava às 10h30, abri o Word e resolvi que começaria a escrever um diário. Só pra mim. E esse é meu mais novo passatempo. Ficar escrevendo besteiras que ninguém vai ler sobre nada de nada.
Enfim, vou lá ler as putas tristes do Márquez e tentar dormir por pelo menos umas 5 horas.
Noite passada eu fui deitar pra lá das 5, acordei 7 e pouco para receber a diarista, tomei um copo de café e passei o resto do dia acordada.
Agora, 00h26, eu não tenho nadica de sono. Minhas pernas ficam trêmulas, meu corpo tá cansado. Mas meu olho não fecha. Eu não consigo parar de digitar, de pensar, não consigo relaxar.
Fumo um cigarro atrás do outro.
Caralho, eu não tenho muito juízo. Acordei ontem com uma baita dor de cabeça, nariz trancado, dor no corpo todo. E mesmo assim fico fumando igual uma chaminé.
Logo de manhã, sem ter o que fazer, entre o copo de café e a aula que só começava às 10h30, abri o Word e resolvi que começaria a escrever um diário. Só pra mim. E esse é meu mais novo passatempo. Ficar escrevendo besteiras que ninguém vai ler sobre nada de nada.
Enfim, vou lá ler as putas tristes do Márquez e tentar dormir por pelo menos umas 5 horas.
22 de agosto de 2006
Bem no Fundo
(Paulo Leminski)
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
(o tipo de coisa que você encontra na internet e que parece ter sido escrito pra você, pois "por" você seria muita pretensão, né?)
(Paulo Leminski)
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
(o tipo de coisa que você encontra na internet e que parece ter sido escrito pra você, pois "por" você seria muita pretensão, né?)
20 de agosto de 2006
16 de agosto de 2006
Tem dia que parece piada.
É você acordar, ligar a TV e ver uma previsão do tempo daquele lugar lá.
Ir à padaria, não ter o cigarro que você fuma (o light) e ter de comprar o vermelho. Passar o resto da noite olhando praquela box e lembrando.
É o winamp cair em meia hora, três vezes na música que faz com que você sinta até o cheiro dele.
Tomar um chá gelado com limão. Sozinha.
Limpar a latinha dos cigarros e lembrar das reclamações feitas.
Ele, ele, ele, ele.
Mas que BELA merda.
É você acordar, ligar a TV e ver uma previsão do tempo daquele lugar lá.
Ir à padaria, não ter o cigarro que você fuma (o light) e ter de comprar o vermelho. Passar o resto da noite olhando praquela box e lembrando.
É o winamp cair em meia hora, três vezes na música que faz com que você sinta até o cheiro dele.
Tomar um chá gelado com limão. Sozinha.
Limpar a latinha dos cigarros e lembrar das reclamações feitas.
Ele, ele, ele, ele.
Mas que BELA merda.
