Então, pessú. Dia 31 de outubro tem Tim Festival aqui e tal.
Comeraçam a vender os ingressos hoje parece, 40 pila. Mas informações super secretas (cof cof) confirmam que cliente tim tem mais 20% de desconto e paga só belos R$32,00 para ver yeah yeah yeahs e Patti Smith.
Coisa linda, viu.
Hoje tive um dia do capeta, sabe? Saí de casa 8 da manhã e fui pra labuta, voltei só 10 da noite, com uma puta dor nas costas, morrendo de fome, cansada e querendo minha cama mais que tudo. Mas ainda tinha que fazer apresentação no Powerpoint e textículo que será adicionado à resenha do seminário.
Ê tia Rosa, campeã dos trabalhos chatos.
6 de setembro de 2006
3 de setembro de 2006
Da última vez que minha família veio passar uns dias aqui em Curitiba, minha irmã caçula, estudante de Educação Física, me ensinou umas coisinhas bem legais que ela aprendeu nas aulas.
A que eu mais gostei era assim:
Você pega uma bolinha de tênis e pisa em cima dela, joga todo o seu peso. Aí vai massageando todo o pé assim. Faz isso nos dois.
Uma dor quase que insuportável vai subir por todo seu corpo. E a dor vai ser maior quando você fizer num pé do que no outro.
A explicação pra essa diferença era mais legal: se doesse mais o esquerdo, problemas de natureza sentimental. Direito, profissional.
O da minha mãe doeu o direito. O meu eu preciso dizer qual foi?
Esquerdo, claro.
Então mamãe, como boa psicóloga que é, já quis conversar comigo. Eu não quis, tentei mudar de assunto, mas não deu certo, ela sabe ser muito persuasiva.
Acabei dizendo que as coisas não andavam muito bem, mesmo. Que eu tinha me envolvido numa fria e não conseguia ver uma saída pra isso mais. Ela me fez perguntas, quando, como, onde, quem, por quê.
E isso eu não sabia dizer. Perguntou também se eu já tinha falado sobre isso com a pessoa e eu disse que não e nem pretendia fazê-lo. Sabe, eu sou cagona.
A preocupação da minha mãe é muito simples. Na minha família existe um histórico bastante forte de depressão e sim, ela me explicou que isso pode ser hereditário. Não é que eu vá cortar os meus pulsos, credo, longe de mim. Mas é aquela melancolia, aquela vontade de não fazer nada, de só dormir. É a intensidade como sentimos as coisas, o jeito como lidamos com alguns problemas (ou o não saber lidar), a tristeza que vem do nada e sem grandes motivos aparentes.
Eu nunca gostei de gente depressiva. Sempre achei um porre isso tudo. Minha vó me irrita pra caralho porque sempre que eu ligo pra ela tem alguma coisa na voz que me assusta, toda uma carga emocional que vem junto e que me dá vontade de chorar, dar um chacoalhão na velha e falar "sai dessa, caralho".
Também nunca gostei de gente que se entitula depressiva.
Mas, às vezes, juro que me dá um frio na barriga de pensar que algum dia eu possa precisar de boletas para sair de situações como essa. Não quero isso pra mim.
Agora, sabe. Tudo isso aconteceu há uns 3 meses. Naquele mesmo dia eu toquei o foda-se e falei o que tava na minha cabeça. Foi bom, se foi.
Mas agora já aprendi a conviver com o fim da euforia toda. Cansei também de pensar nisso, de falar disso, de sentir tudo isso. Cansei, já era. Fim de papo.
Hoje acordei 10 da manhã e o dia tava tão lindo. Deu vontade de pegar o carro e ir na Feirinha do Largo comer pastel, comprar bugigangas e sentar na graminha tomando um café com meus amigos. Mas bem, quem é que acorda a uma hora dessas num domingo depois de um belo porre de cerveja?
Desisti. Comi Mc Donalds, dei uma geral na casa, arrumei meu quarto e até estendi o edredon na cama. Fiz um chá mate quentinho e pronto, já são quase oito da noite, hora do fantástico, programa essencial para você, aluno da querida professora Rosa.
A que eu mais gostei era assim:
Você pega uma bolinha de tênis e pisa em cima dela, joga todo o seu peso. Aí vai massageando todo o pé assim. Faz isso nos dois.
Uma dor quase que insuportável vai subir por todo seu corpo. E a dor vai ser maior quando você fizer num pé do que no outro.
A explicação pra essa diferença era mais legal: se doesse mais o esquerdo, problemas de natureza sentimental. Direito, profissional.
O da minha mãe doeu o direito. O meu eu preciso dizer qual foi?
Esquerdo, claro.
Então mamãe, como boa psicóloga que é, já quis conversar comigo. Eu não quis, tentei mudar de assunto, mas não deu certo, ela sabe ser muito persuasiva.
Acabei dizendo que as coisas não andavam muito bem, mesmo. Que eu tinha me envolvido numa fria e não conseguia ver uma saída pra isso mais. Ela me fez perguntas, quando, como, onde, quem, por quê.
E isso eu não sabia dizer. Perguntou também se eu já tinha falado sobre isso com a pessoa e eu disse que não e nem pretendia fazê-lo. Sabe, eu sou cagona.
A preocupação da minha mãe é muito simples. Na minha família existe um histórico bastante forte de depressão e sim, ela me explicou que isso pode ser hereditário. Não é que eu vá cortar os meus pulsos, credo, longe de mim. Mas é aquela melancolia, aquela vontade de não fazer nada, de só dormir. É a intensidade como sentimos as coisas, o jeito como lidamos com alguns problemas (ou o não saber lidar), a tristeza que vem do nada e sem grandes motivos aparentes.
Eu nunca gostei de gente depressiva. Sempre achei um porre isso tudo. Minha vó me irrita pra caralho porque sempre que eu ligo pra ela tem alguma coisa na voz que me assusta, toda uma carga emocional que vem junto e que me dá vontade de chorar, dar um chacoalhão na velha e falar "sai dessa, caralho".
Também nunca gostei de gente que se entitula depressiva.
Mas, às vezes, juro que me dá um frio na barriga de pensar que algum dia eu possa precisar de boletas para sair de situações como essa. Não quero isso pra mim.
Agora, sabe. Tudo isso aconteceu há uns 3 meses. Naquele mesmo dia eu toquei o foda-se e falei o que tava na minha cabeça. Foi bom, se foi.
Mas agora já aprendi a conviver com o fim da euforia toda. Cansei também de pensar nisso, de falar disso, de sentir tudo isso. Cansei, já era. Fim de papo.
Hoje acordei 10 da manhã e o dia tava tão lindo. Deu vontade de pegar o carro e ir na Feirinha do Largo comer pastel, comprar bugigangas e sentar na graminha tomando um café com meus amigos. Mas bem, quem é que acorda a uma hora dessas num domingo depois de um belo porre de cerveja?
Desisti. Comi Mc Donalds, dei uma geral na casa, arrumei meu quarto e até estendi o edredon na cama. Fiz um chá mate quentinho e pronto, já são quase oito da noite, hora do fantástico, programa essencial para você, aluno da querida professora Rosa.
31 de agosto de 2006
Olha, eu não gosto mais de colocar letras inteiras de músicas aqui.
Mas ando muito Fiona Apple essa semana, e essa letra aqui diz tanta, mas tanta coisa.
Love ridden I've looked at you
With the focus I gave to my birthday candles
I've wished on the lidded blue flames
Under your brow
And baby I wished for you
Nobody sees when you are lying in your bed
And I wanna crawl in with you
But I cry instead
I want your warm
But it will only make me colder when it's over
So I can't tonight, baby
No, not "baby" anymore, if I need you
I'll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we'll only have to wave
My hand won't hold you down no more
The path is clear to follow through
I stood too long in the way of the door
And now I'm giving up on you...
Mas ando muito Fiona Apple essa semana, e essa letra aqui diz tanta, mas tanta coisa.
Love ridden I've looked at you
With the focus I gave to my birthday candles
I've wished on the lidded blue flames
Under your brow
And baby I wished for you
Nobody sees when you are lying in your bed
And I wanna crawl in with you
But I cry instead
I want your warm
But it will only make me colder when it's over
So I can't tonight, baby
No, not "baby" anymore, if I need you
I'll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we'll only have to wave
My hand won't hold you down no more
The path is clear to follow through
I stood too long in the way of the door
And now I'm giving up on you...
27 de agosto de 2006
Ontem teve show do Cachorro Grande aqui em Curitiba, né.
Certo, resolvi que ia na quarta feira, acho. Ingressos na mão, eu toda feliz que ia vê-los, finalmente, após perder uns 3 shows.
Cheguei lá no Callas, dei meu carro na mão dum manobrista, paguei DEZ PILA no estacionamento e entrei numa fila enorme. Entrei, paguei QUATRO PILA num maço de cigarro e fui tomar uma cerveja.
Primeiro teve Pelebrói não sei, ok, legal. Cachorro só começou lá pelas 2 da manhã, enrolaram pra cacete.
O show foi um apestáculo (hé hé hé), o Beto Bruno tem uma goela abençoada. Deve fazer gargareijo todos os dias, porque vá gritar assim lá na casa do chapéu.
Aí lá pelas tantas do show, ele sumiu. É, sumiu. Ficaram só os outros integrantes da banda fazendo solados que duravam 20 minutos. Foi saindo um por um até ficar só o bateirista, que fez mais uma performance de 15 minutos aproximadamente.
Depois de seiláquantotempo, todos voltam para o palco. Beto Bruno é o último a entrar e estava com um dos botões da calça aberto.
Palpite do Lucas assim que começou a putaria: o vocalista foi cagar, só tinha um banheiro, o resto da banda também ficou com vontade e foi indo um por um.
Eu acho bem possível.
Prefiro não pensar que ele foi dar uma rapidinha com alguma tiete desesperada que invadiu o camarim.
Certo, resolvi que ia na quarta feira, acho. Ingressos na mão, eu toda feliz que ia vê-los, finalmente, após perder uns 3 shows.
Cheguei lá no Callas, dei meu carro na mão dum manobrista, paguei DEZ PILA no estacionamento e entrei numa fila enorme. Entrei, paguei QUATRO PILA num maço de cigarro e fui tomar uma cerveja.
Primeiro teve Pelebrói não sei, ok, legal. Cachorro só começou lá pelas 2 da manhã, enrolaram pra cacete.
O show foi um apestáculo (hé hé hé), o Beto Bruno tem uma goela abençoada. Deve fazer gargareijo todos os dias, porque vá gritar assim lá na casa do chapéu.
Aí lá pelas tantas do show, ele sumiu. É, sumiu. Ficaram só os outros integrantes da banda fazendo solados que duravam 20 minutos. Foi saindo um por um até ficar só o bateirista, que fez mais uma performance de 15 minutos aproximadamente.
Depois de seiláquantotempo, todos voltam para o palco. Beto Bruno é o último a entrar e estava com um dos botões da calça aberto.
Palpite do Lucas assim que começou a putaria: o vocalista foi cagar, só tinha um banheiro, o resto da banda também ficou com vontade e foi indo um por um.
Eu acho bem possível.
Prefiro não pensar que ele foi dar uma rapidinha com alguma tiete desesperada que invadiu o camarim.
25 de agosto de 2006
É só um olhar, meia dúzia de palavras trocadas, uns sorrisinhos e eu já volto para casa com aquele frio bom na barriga.
Bom só até a hora que resolvo ir dormir e não consigo, de novo. E aquele turbilhão de coisas que já martelaram tanto na minha cabeça resolve voltar. "Manda à merda, Flávia, puta que o pariu!", "Eu não posso desculpar, com que cara eu fico? Cadê meu orgulho? Cadê minha auto estima?", "Eu mereço coisa melhor, caralho", "E se eu tivesse mais uma chance, como é que eu faria pra confiar?". Todo dia ao menos um desses aí vem me visitar.
E eu fico toda bichinha, relembrando os momentos bonitos que eu, pelo menos, registrei.
Aí abro um livro e dou de cara com:
"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança"
Bom só até a hora que resolvo ir dormir e não consigo, de novo. E aquele turbilhão de coisas que já martelaram tanto na minha cabeça resolve voltar. "Manda à merda, Flávia, puta que o pariu!", "Eu não posso desculpar, com que cara eu fico? Cadê meu orgulho? Cadê minha auto estima?", "Eu mereço coisa melhor, caralho", "E se eu tivesse mais uma chance, como é que eu faria pra confiar?". Todo dia ao menos um desses aí vem me visitar.
E eu fico toda bichinha, relembrando os momentos bonitos que eu, pelo menos, registrei.
Aí abro um livro e dou de cara com:
"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança"
23 de agosto de 2006
Eu tenho umas crises de insônia muito das fodidas.
Noite passada eu fui deitar pra lá das 5, acordei 7 e pouco para receber a diarista, tomei um copo de café e passei o resto do dia acordada.
Agora, 00h26, eu não tenho nadica de sono. Minhas pernas ficam trêmulas, meu corpo tá cansado. Mas meu olho não fecha. Eu não consigo parar de digitar, de pensar, não consigo relaxar.
Fumo um cigarro atrás do outro.
Caralho, eu não tenho muito juízo. Acordei ontem com uma baita dor de cabeça, nariz trancado, dor no corpo todo. E mesmo assim fico fumando igual uma chaminé.
Logo de manhã, sem ter o que fazer, entre o copo de café e a aula que só começava às 10h30, abri o Word e resolvi que começaria a escrever um diário. Só pra mim. E esse é meu mais novo passatempo. Ficar escrevendo besteiras que ninguém vai ler sobre nada de nada.
Enfim, vou lá ler as putas tristes do Márquez e tentar dormir por pelo menos umas 5 horas.
Noite passada eu fui deitar pra lá das 5, acordei 7 e pouco para receber a diarista, tomei um copo de café e passei o resto do dia acordada.
Agora, 00h26, eu não tenho nadica de sono. Minhas pernas ficam trêmulas, meu corpo tá cansado. Mas meu olho não fecha. Eu não consigo parar de digitar, de pensar, não consigo relaxar.
Fumo um cigarro atrás do outro.
Caralho, eu não tenho muito juízo. Acordei ontem com uma baita dor de cabeça, nariz trancado, dor no corpo todo. E mesmo assim fico fumando igual uma chaminé.
Logo de manhã, sem ter o que fazer, entre o copo de café e a aula que só começava às 10h30, abri o Word e resolvi que começaria a escrever um diário. Só pra mim. E esse é meu mais novo passatempo. Ficar escrevendo besteiras que ninguém vai ler sobre nada de nada.
Enfim, vou lá ler as putas tristes do Márquez e tentar dormir por pelo menos umas 5 horas.
22 de agosto de 2006
Bem no Fundo
(Paulo Leminski)
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
(o tipo de coisa que você encontra na internet e que parece ter sido escrito pra você, pois "por" você seria muita pretensão, né?)
(Paulo Leminski)
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
(o tipo de coisa que você encontra na internet e que parece ter sido escrito pra você, pois "por" você seria muita pretensão, né?)
20 de agosto de 2006
16 de agosto de 2006
Tem dia que parece piada.
É você acordar, ligar a TV e ver uma previsão do tempo daquele lugar lá.
Ir à padaria, não ter o cigarro que você fuma (o light) e ter de comprar o vermelho. Passar o resto da noite olhando praquela box e lembrando.
É o winamp cair em meia hora, três vezes na música que faz com que você sinta até o cheiro dele.
Tomar um chá gelado com limão. Sozinha.
Limpar a latinha dos cigarros e lembrar das reclamações feitas.
Ele, ele, ele, ele.
Mas que BELA merda.
É você acordar, ligar a TV e ver uma previsão do tempo daquele lugar lá.
Ir à padaria, não ter o cigarro que você fuma (o light) e ter de comprar o vermelho. Passar o resto da noite olhando praquela box e lembrando.
É o winamp cair em meia hora, três vezes na música que faz com que você sinta até o cheiro dele.
Tomar um chá gelado com limão. Sozinha.
Limpar a latinha dos cigarros e lembrar das reclamações feitas.
Ele, ele, ele, ele.
Mas que BELA merda.
15 de agosto de 2006
11 de agosto de 2006
Das coisas e pessoas que aprendi a gostar.
Sabe, eu sempre gostei muito de fotos. Tenho aquele fotolog lá há pouco mais de 3 anos e foram poucos os intervalos que dei.
Eu gosto porque toda vez que eu vejo uma foto, eu fico lembrando de como foi aquele dia, nas coisas engraçadas que aconteceram, essas coisas. Tem dia que eu não tenho o que fazer na internet e pego todo meu arquivo do fotolog pra olhar. E olha que não é pouca coisa, porque eu cheguei a ter gold cam por uns 3 meses e postava uma média de 3/4 fotos todos os dias.
E é bem legal.
Eu nunca fui lá muito menina da natureza. Nunca gostei de sentar em grama porque dá coceira, não gosto de insetos...Enfim, nunca fui desse tipo.
Mas aí eu conheci uma galera aí que é bem bacana. Que não consegue almoçar e não ir depois dar uma deitadinha no gramado enquanto a digestão é feita.
E eis que eu não resisiti e acabei aderindo ao movimento.
Olha, é bem legal. Você deita lá, fuma uns cigarros, conversa e se der sorte consegue dar uma cochiladinha.
Sabe, eu sempre gostei muito de fotos. Tenho aquele fotolog lá há pouco mais de 3 anos e foram poucos os intervalos que dei.
Eu gosto porque toda vez que eu vejo uma foto, eu fico lembrando de como foi aquele dia, nas coisas engraçadas que aconteceram, essas coisas. Tem dia que eu não tenho o que fazer na internet e pego todo meu arquivo do fotolog pra olhar. E olha que não é pouca coisa, porque eu cheguei a ter gold cam por uns 3 meses e postava uma média de 3/4 fotos todos os dias.
E é bem legal.
Eu nunca fui lá muito menina da natureza. Nunca gostei de sentar em grama porque dá coceira, não gosto de insetos...Enfim, nunca fui desse tipo.
Mas aí eu conheci uma galera aí que é bem bacana. Que não consegue almoçar e não ir depois dar uma deitadinha no gramado enquanto a digestão é feita.
E eis que eu não resisiti e acabei aderindo ao movimento.
Olha, é bem legal. Você deita lá, fuma uns cigarros, conversa e se der sorte consegue dar uma cochiladinha.
9 de agosto de 2006
Tinha tudo pra vida estar muito boa, obrigada.
Não tem mais cursinho e biologia pra estudar. Não tem mais que acordar 6h da manhã todos os dias.
Tem internet, telefone fixo, televisão com mais de 15 polegadas, dvd e um computador cheio de musicas legais.
Tirou carteira de motorista, ganhou um carro (do papai. é.) antes mesmo de conseguir passar no teste.
Tem cartão de crédito com um limite razoável.
Faz as unhas num salão legal.
Comprou shampoos que cuidam do cabelo decentemente. E máscaras para o cabelo. E sabonetes especiais para a pele do rosto.
Está se alimentando melhor, também.
Toma remédios para a ansiedade e para a flora intestinal.
Mora com uma pessoa muito legal, fez amizades novas, conheceu gente pra caralho.
Aprende uma piada nova todo dia. Dá risada boa parte do tempo.
Porém, nunca satisfeita, só faz reclamar.
E encher o saco de todo mundo com isso.
Não tem mais cursinho e biologia pra estudar. Não tem mais que acordar 6h da manhã todos os dias.
Tem internet, telefone fixo, televisão com mais de 15 polegadas, dvd e um computador cheio de musicas legais.
Tirou carteira de motorista, ganhou um carro (do papai. é.) antes mesmo de conseguir passar no teste.
Tem cartão de crédito com um limite razoável.
Faz as unhas num salão legal.
Comprou shampoos que cuidam do cabelo decentemente. E máscaras para o cabelo. E sabonetes especiais para a pele do rosto.
Está se alimentando melhor, também.
Toma remédios para a ansiedade e para a flora intestinal.
Mora com uma pessoa muito legal, fez amizades novas, conheceu gente pra caralho.
Aprende uma piada nova todo dia. Dá risada boa parte do tempo.
Porém, nunca satisfeita, só faz reclamar.
E encher o saco de todo mundo com isso.
6 de agosto de 2006
Um fim de semana do jeito que eu tava precisando. E ele começou já na quinta feira.
Muita cerveja e amigos. Uns que eu não via há séculos.
Foi ótimo.
Exatamente o que eu precisava.
E definitivamente, agosto é o mês do cachorro louco.
Agora dá licença. Eu tô com uma ressaca prolongada, daquelas que dão quando você emenda um dia no outro, sem muito descanso para o corpo e muito menos para o cérebro.
Muita cerveja e amigos. Uns que eu não via há séculos.
Foi ótimo.
Exatamente o que eu precisava.
E definitivamente, agosto é o mês do cachorro louco.
Agora dá licença. Eu tô com uma ressaca prolongada, daquelas que dão quando você emenda um dia no outro, sem muito descanso para o corpo e muito menos para o cérebro.
1 de agosto de 2006
Cheguei ao estágio em que eu simplesmente empurro as coisas com a barriga. Não, eu não fico totalmente feliz com isso, mas é o melhor que eu posso fazer. É o último estágio antes da volta à velha forma.
Quando algo não sai do jeito que eu gostaria, do jeito que eu acredito que daria certo, eu faço isso.
Finjo por uns dias que eu não me importo, até que um dia isso vira verdade. Um dia. Pode demorar um pouco.
Eu queria ser do tipo que vai para festas e dá uns beijos em um estranho, que faz sexo casual com conhecidos, que não se envolve, que tem pretendentes ali, esperando a oportunidade. Mas não sou. Ontem conversando com um ex namorado meu, de quando eu tinha meus 15 anos, ele disse que eu me tornei uma pessoa mais interessante com o passar do tempo. Eu fiquei feliz, sabe? É legal ouvir essas coisas de uma pessoa que te conhece bem, que conviveu com você por um tempo considerável e suportou coisas que, se fossem comigo, não suportaria.
Mas acontece que eu não me sinto interessante o suficiente para que alguém se interesse por mim, sabe? Por isso que não existe a chance de me tornar uma dessas pessoas que descrevi. Se eu fosse homem, não ficaria comigo mesma.
Eu sou chata, neurótica, ciumenta, impulsiva. Tenho um coração mole e burro, guardo rancor, choro escondida e chega uma hora que eu explodo e acabo falando um monte de merda. Falo alto, minha risada é irritante. Não tomo vodka e sou uma bêbada chata chata chata. Danço esquisito, pareço uma louca quando ouço alguma música que gosto. Durmo demais, não atendo celular quando não tô afim, deixo meu quarto bagunçado pra caralho e odeio varrer a casa.
Não sou daquelas garotas que você vira o pescoço para olhar melhor, que você encara num bar ou chega numa festa. Não sou.
Talvez o "mais interessante" seja porque bem, eu amadureci. Cresci e agora já sou uma...mulher. Com um milhão de defeitos que me incomodam e com os quais eu não agüento mais ter de conviver.
Lendo um livro, me deparei com uma passagem bem interessante. O personagem é um completo imbecil, deprimido, idiota e que se acha durão. Vai ficar meio grande, mas foda-se.
"E minhas questões pessoais continuavam tão más e lamentáveis quanto no dia em que nasci. A única diferença era que agora eu podia beber de vez em quando, embora nunca o suficiente. A bebida era a única coisa que impedia um homem de se sentir para sempre atordoado e inútil. Todo o resto ia furando e furando sua carne, arrancando seus pedaços. E nada tinha o menor interesse, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses fodidos pelo resto da minha vida, pensei. Deus, todos eles tinham cus e órgãos sexuais e bocas e sovacos. Cagavam e tagarelavam, e todos eram tão inertes quanto esterco de cavalo. As garotas pareciam legais a certa distância, o sol resplandecendo em seus vestidos, em seus cabelos. Mas vá se aproximar e ouvir seus pensamentos escorrendo boca afora, você vai sentir vontade de cavar um buraco ao sopé de uma colina e se entricheirar com uma metralhadora. Eu certamente nunca conseguiria ser feliz, me casar, nunca teria filhos. Inferno, eu nem mesmo conseguia um emprego como lavador de prato."
O meu medo é que só pessoas como Mr. Chinaski queiram algo mais do que garotas com vestidos respladecendo ao sol e cabelos bonitos.
Quando algo não sai do jeito que eu gostaria, do jeito que eu acredito que daria certo, eu faço isso.
Finjo por uns dias que eu não me importo, até que um dia isso vira verdade. Um dia. Pode demorar um pouco.
Eu queria ser do tipo que vai para festas e dá uns beijos em um estranho, que faz sexo casual com conhecidos, que não se envolve, que tem pretendentes ali, esperando a oportunidade. Mas não sou. Ontem conversando com um ex namorado meu, de quando eu tinha meus 15 anos, ele disse que eu me tornei uma pessoa mais interessante com o passar do tempo. Eu fiquei feliz, sabe? É legal ouvir essas coisas de uma pessoa que te conhece bem, que conviveu com você por um tempo considerável e suportou coisas que, se fossem comigo, não suportaria.
Mas acontece que eu não me sinto interessante o suficiente para que alguém se interesse por mim, sabe? Por isso que não existe a chance de me tornar uma dessas pessoas que descrevi. Se eu fosse homem, não ficaria comigo mesma.
Eu sou chata, neurótica, ciumenta, impulsiva. Tenho um coração mole e burro, guardo rancor, choro escondida e chega uma hora que eu explodo e acabo falando um monte de merda. Falo alto, minha risada é irritante. Não tomo vodka e sou uma bêbada chata chata chata. Danço esquisito, pareço uma louca quando ouço alguma música que gosto. Durmo demais, não atendo celular quando não tô afim, deixo meu quarto bagunçado pra caralho e odeio varrer a casa.
Não sou daquelas garotas que você vira o pescoço para olhar melhor, que você encara num bar ou chega numa festa. Não sou.
Talvez o "mais interessante" seja porque bem, eu amadureci. Cresci e agora já sou uma...mulher. Com um milhão de defeitos que me incomodam e com os quais eu não agüento mais ter de conviver.
Lendo um livro, me deparei com uma passagem bem interessante. O personagem é um completo imbecil, deprimido, idiota e que se acha durão. Vai ficar meio grande, mas foda-se.
"E minhas questões pessoais continuavam tão más e lamentáveis quanto no dia em que nasci. A única diferença era que agora eu podia beber de vez em quando, embora nunca o suficiente. A bebida era a única coisa que impedia um homem de se sentir para sempre atordoado e inútil. Todo o resto ia furando e furando sua carne, arrancando seus pedaços. E nada tinha o menor interesse, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses fodidos pelo resto da minha vida, pensei. Deus, todos eles tinham cus e órgãos sexuais e bocas e sovacos. Cagavam e tagarelavam, e todos eram tão inertes quanto esterco de cavalo. As garotas pareciam legais a certa distância, o sol resplandecendo em seus vestidos, em seus cabelos. Mas vá se aproximar e ouvir seus pensamentos escorrendo boca afora, você vai sentir vontade de cavar um buraco ao sopé de uma colina e se entricheirar com uma metralhadora. Eu certamente nunca conseguiria ser feliz, me casar, nunca teria filhos. Inferno, eu nem mesmo conseguia um emprego como lavador de prato."
O meu medo é que só pessoas como Mr. Chinaski queiram algo mais do que garotas com vestidos respladecendo ao sol e cabelos bonitos.
30 de julho de 2006
Como eu posso ir pra casa com nada para dizer?
Eu sei que você vai me olhar daquele jeito e dizer:
- O que você fez lá fora? O que você decidiu? Você disse que precisava de tempo. Você teve tempo.
Você é uma lojinha chinesa e eu sou um touro.
Você é uma ótima comida e eu estou satisfeita.
Eu acho que tudo já foi dito,
Então eu estou indo para casa de mãos vazias.
- Eles te amaram ou não?
- Eles amaram o que eu faço. O único que me ama mesmo é você.
- Garota, você é do caralho.
- Eu não sei, não me lembro direito. Mas meus dedos estão inchados e estou rouca.
- É ótimo te ver. Eu senti muito sua falta. Agora me deixe carregar isso.
(Você leva as coisas pesadas e dirige o carro. Eu olho pela janela e faço piadas sobre como as coisas são)
Eu sei que você vai me olhar daquele jeito e dizer:
- O que você fez lá fora? O que você decidiu? Você disse que precisava de tempo. Você teve tempo.
Você é uma lojinha chinesa e eu sou um touro.
Você é uma ótima comida e eu estou satisfeita.
Eu acho que tudo já foi dito,
Então eu estou indo para casa de mãos vazias.
- Eles te amaram ou não?
- Eles amaram o que eu faço. O único que me ama mesmo é você.
- Garota, você é do caralho.
- Eu não sei, não me lembro direito. Mas meus dedos estão inchados e estou rouca.
- É ótimo te ver. Eu senti muito sua falta. Agora me deixe carregar isso.
(Você leva as coisas pesadas e dirige o carro. Eu olho pela janela e faço piadas sobre como as coisas são)
26 de julho de 2006
Então, eu fui para o Rio assistir a montagem dos meus amigos que fazem teatro lá. A peça era linda, não lembro se já comentei aqui. O texto era uma coisa de louco. Baseado na vida de August Strindberg.
De todos as cenas da peça, uma em especial me fez arrepiar nas três vezes em que assisti. Ela era assim:
(Strindberd sentado numa esquina, brincando com uns galhos no chão. Frida se aproxima.)
- O que você está fazendo parado aí na esquina?
- Preciso ficar parado em algum lugar enquanto espero.
- E o que você está esperando?
- Felicidade. (Nessa hora o Evandro dava uma pausa) Ou só o fim da dor.
Não sei muito bem o por quê de tudo isso, mas talvez seja que tem hora que eu me sinto tão...Strindberd sentado na esquina. E achando que ficar ali (no caso, aqui), sem fazer nada, adianta de alguma coisa. Ficar parada, esperando que caia do céu uma solução para uns problemas que são tão meus, aqueles que eu não consigo falar pra ninguém e que aos poucos vão me entristecendo.
Ah, desculpa. Me perdi no meio do raciocínio.
De todos as cenas da peça, uma em especial me fez arrepiar nas três vezes em que assisti. Ela era assim:
(Strindberd sentado numa esquina, brincando com uns galhos no chão. Frida se aproxima.)
- O que você está fazendo parado aí na esquina?
- Preciso ficar parado em algum lugar enquanto espero.
- E o que você está esperando?
- Felicidade. (Nessa hora o Evandro dava uma pausa) Ou só o fim da dor.
Não sei muito bem o por quê de tudo isso, mas talvez seja que tem hora que eu me sinto tão...Strindberd sentado na esquina. E achando que ficar ali (no caso, aqui), sem fazer nada, adianta de alguma coisa. Ficar parada, esperando que caia do céu uma solução para uns problemas que são tão meus, aqueles que eu não consigo falar pra ninguém e que aos poucos vão me entristecendo.
Ah, desculpa. Me perdi no meio do raciocínio.
23 de julho de 2006
Eu já sabia que viajar e passar um tempo fora da minha realidade, vivendo uma vida que não é minha, me faria bem. E foi melhor do que eu pensava. Eu pude ver de perto como as coisas andam por lá, pude ligar por uma semana que seja o foda-se e ser bastante feliz. Conheci pessoas legais, fui a lugares legais, bebi cerveja, gastei muito dinheiro em porcaria, tive conversas que valeram pelos meses de saudade que eu tive de suportar.
E era maravilhoso depois de tudo isso, pra lá das 6 da manhã, deitar, olhar para o lado e ver a pessoa que sempre vai me entender mais que todo mundo, sempre vai me passar segurança e fazer com que eu me sinta melhor. Aquela velha história do porto seguro. Eu tenho o meu e ele, além de tudo, é lindo e não ronca.
É ótimo finalmente, apesar dos sonhos perturbadores das últimas 2 semanas, poder respirar com um pouco mais de alívio, sentir que a chance foi dada, basta agora saber aproveitar ou então deixá-la passar de uma vez...assim, sem sofrimento. Ou quase sem.
E era maravilhoso depois de tudo isso, pra lá das 6 da manhã, deitar, olhar para o lado e ver a pessoa que sempre vai me entender mais que todo mundo, sempre vai me passar segurança e fazer com que eu me sinta melhor. Aquela velha história do porto seguro. Eu tenho o meu e ele, além de tudo, é lindo e não ronca.
É ótimo finalmente, apesar dos sonhos perturbadores das últimas 2 semanas, poder respirar com um pouco mais de alívio, sentir que a chance foi dada, basta agora saber aproveitar ou então deixá-la passar de uma vez...assim, sem sofrimento. Ou quase sem.

