12 de maio de 2006
Coloco a mão entre as tiras da persiana pra fora da janela. Frio pra caralho.
A hora mais difícil do dia é colocar o sutiã e passar o desodorante (como já dizia Zuzu). 10 minutos atrasada, já.
Não me importo, vou até a cozinha, coloco água pra ferver, faço um chá com canela.
Vou pra aula e me arrependo. Sabia que deveria ter ficado dormindo.
3 horas muito mal dormidas na noite anterior tiram o bom humor de qualquer ser humano com um pouquinho de sanidade.
Durmo a tarde inteira. Acordo atrasada pra aula, de novo. Resolvo que só vou pra outra.
Chego em casa quase onze da noite. Vazia, Pedro viajou.
Faço minha janta. Sanduíche pelo terceiro dia.
Venho pra internet e nada de muito interessante. Resolvo que não sou mais a nora que sua mãe pediu, porque isto é uma grande mentira.
Prefiro calar a boca, espantar os demônios, amaldiçoar você e as suas razões.
Faço um chá de morango, acendo mais um cigarro e penso em como as coisas simplesmente não acontecem.
2 de maio de 2006
As aulas começam mais tarde, o máximo que você faz é ler um ou outro xerox por dia, você pode dormir a tarde inteira que não fica com matéria acumulada nem nada.
Aí de repente todos os professores resolvem jogar um balde de água fria nestas suas convicções. E vem tuuuuuudo de uma vez. Milhões de provas, milhões de trabalhos e livros. Ok, as coisas até que não são tão difíceis assim, mas quando você se vê obrigada a passar o feriado inteiro dentro de casa lendo um livro insuportavelmente grande pra produzir um trabalho completamente inútil só porque tem uma professora lá que não é muito afim de te dar aula, você fica puta.
O engraçado é que não adianta reclamar. "Mas professora, a gente tem duas provas no mesmo dia! não tem como adiar uma semana?" Fodam-se as outras disciplinas, eles tão mais é preocupados em manter em dia a deles.
Aí você reclama, reclama, reclama, xinga, mete a boca, manda tudo pra puta que pariu.
E, de repente, uma luz vem e você pensa: porra, eu passei nessa merda de vestibular, tirei a vaga de alguém agora, não posso deixar que mais pra frente um filho da puta venha e tire a minha vaga no emprego dos meus sonhos.
Conclusão: enfie a cara nos livros, faça todos os trabalhos pro dia certo, se mate pra tentar entender qual é a merda da diferença entre o jornalismo relacionado ao positivismo e ao marxismo, coloque tudo dentro das malditas regras da ABNT (isso provavelmente vai te tomar mais tempo do que o trabalho, em si), esqueça a vida social por apenas uns diazinhos, lembre que disso tudo, por mais distante que esteja, depende o SEU futuro.
Aí um dia, quem sabe, você perceba que o balde de água fria, as noites sem dormir, as overdoses de café e cigarro na frente do computador, as pernas que não param de se mexer, a louça que ficou acumulada na pia...bem, tudo isso, valeu a pena.
18 de abril de 2006
Esses dias eu tava com aquela música do Luis Miguel, que toca na novela, na cabeça. Não deu outra, fui lá e baixei e passei quase que um dia inteiro ouvindo e aprendendo a letra.
Luis Miguel lembra minha infância. Meu pai tinha uma secretária no consultório dele que era LOUCA por Luis Miguel. Tinha todos os cds e colocava pra tocar quando meu pai não tava lá. E como eu adorava ir ao consultório brincar de atender telefone e dizer "consultório médico, bom dia", eu ouvia MUITO Luis Miguel.
Tirando essa breguice, eu tenho mais muitas. Shakira na sua fase "pies descalzos" é mais uma delas. Sou louca por aquela música "Antologia". Acho linda de morrer. Aliás, prefiro muito mais a fase Shakira-brega do que essa Shakira-diva de agora.
Tudo bem, tudo bem. Podem falar merda pra mim, eu aceito, mas não concordo. Duvido que algum de vocês nunca passou por uma fossa pós-pénabunda ouvindo "more than words" ou "always", do bon jovi. EU DU-VI-DO.
2 de abril de 2006
Todo aquele romantismo dos meus 16 anos acabou, parece. O que eu acho bem triste, na verdade. Naquela época eu era mais bonita também, pelo menos me sentia melhor comigo. Hoje eu não tenho a mínima motivação pra conhecer pessoas, sabe como é? Aqueles que me interessam, ou são gays ou já têm suas namoradas bonitonas.
Mas que merda.
2 de março de 2006
Tanto é que passei quase que todo o carnaval vendo isso.
Quando eu for gente grande eu vou lá pro RJ assistir.
Poooodem meter a boca, afinal, como assim gostar de CARNAVAL, né?
Calma lá, não misturem tudo.
Não tô dizendo que eu coloco minha sainha e vou lá seguir o trio elétrico da Ivete.
23 de fevereiro de 2006
Eu tava lá, passei na frente do quarto dele e ele tava ouvindo. Achei legal, mas preferia aquela banda que meu pai ouvia direto, o tal dos Beatles. Hoje, uns 13 anos depois a minha opinião não mudou nada. Eu acho Rolling Stones UM PORRE. Não suporto o Mick Jagger e muito menos aquele guitarrista que acende um cigarro e fica com ele na boca sem fazer nada. Acho que dele eu tenho mais birra ainda porque eu odeio quem faz isso. Se quer me irritar, acenda um cigarro e fique com ele na boca deixando queimar.
Aí tá, a verdade é que da "minha geração" eram pouquíssimas as pessoas que eu conhecia que diziam, "sabe uma banda que é DO CARALHO, que eu tenho todos os discos e recomento pra todo mundo? Rolling Stones". Na verdade eu tinha amigos que nunca tinham ouvido falar até o escândalo Luciana Gimenez.
Então, de repente, a Coca-Cola usa uma música tocada pelos Stones, que na verdade é do Dylan e é uma das minhas preferidas, por sinal, e os Stones caem nas graças da molecada. Calma, nada conta Coca-cola, visto que é o meu refrigerante preferido. Mas é que eu ficava meio puta quando ouvia alguém falando que "Like a rolling stone" ERA DOS ROLLING STONES.
Aí surgiu o tal show.
E depois disso foi um marketing do caralho em cima da banda que não tinha como passar despercebido. E surgiram os fãs de teeeempos. Perceberam a ironia? Surgiram. Fãs. Antigos. Porque ser fã novo é vergonhoso hoje em dia. O legal é descobrir a banda antes de todo mundo.
Pra não falar que não conheço algo deles, eu conheço. Aquele que fala assim "anybody seeeeen my angel arooound" e também aquela "satisfaction", mas na versão da Britney Spears.
E a globo que me desculpe, maaaas, pra miiiim, foi só mais um show de Rock.
Agora U2 fica prum outro post.
12 de fevereiro de 2006
Pois ele teimou comigo e começou a vir atrás de mim. Dizia coisas bonitinhas, me ligava e ficava cantando no telefone, vinha aqui em casa e eu enrolei ele uns 2 meses. Foi o segundo menino que eu beijei na minha vida e no último dia de aula da sexta série. Depois disso nos vimos mais uma vez.
Aí ele me ligou no dia que eu tava saindo de viagem (eu não tinha contado) e ficou puto porque eu não avisei. Fui pra Cabo Frio e quando voltei não liguei mais pra ele. Encontrei ele na Expoingá no ano seguinte, dei um oi e foi só.
Passei quase um ano ainda apaixonada pelo menino. Até conhecer meu primeiro namorado.
Aí ontem eu acordei e tinha um bilhete assim: "Flá, liga pro Evandro e liga pra mim. Fer.". Como é raro minha irmã pedir pra eu ligar pra ela, liguei primeiro. E então, recebo a notícia.
Fer - Lembra do Tiago?
Eu - Que Tiago?
Fer - Aquele do Objetivo...
Eu - Ah, sei. O que tem?
Fer - Ele tá trabalhando no Roots. Ontem eu tava lá e ele veio perguntar se eu tinha uma irmã chamada Flávia, eu disse que sim e ele falou que tinha sido apaixonado por você, que era pra eu levar você lá qualquer dia...
Eu - MENTIRA.
Fer - Sério, cadê aquela foto de vocês dois? Ele pediu pra levar pra ele ver!
Eu - Não tenho mais, acho que rasguei ou joguei fora, não sei.
Fer - Então tá, mas vamos lá qualquer dia.
E eu agüentei? Ontem a noite eu já passei lá na frente de carro pra ver. Mas não consegui.
Enfim, a vida nos prega cada peça, né? 7 anos!
9 de fevereiro de 2006
Tudo tá dando certo. Não vou pra São Paulo. Curitiba me terá por pelo menos mais 4 anos.
Perdi a linha de raciocínio. Acho que é basicamente pra dizer que pequenas coisas mudaram, os sentimentos e as grandes vontades não. Não MESMO.
1 de fevereiro de 2006
É que, de verdade, são 11 meses sem pensar nisso e 1 que tudo parece que aconteceu ontem. Mas não resta mais nada, só algumas fotos, um cartão bonitinho e só. Nada.
E eu fico assim, sempre. Sem saber o que fazer, com cara de idiota aqui, esperando que por um milagre de algumacoisa tudo volte a ser o que foram aqueles 6 meses singulares.
Que grande merda!
20 de janeiro de 2006
não estou fazendo aquelas caras que todo mundo faz quando encontra você!
Olha como eu sou repelente, ponho o pé na frente pra te ver cair.
E se durante a queda você se levanta, eu posso ser eu mesmo e simplesmente rir.
Olha como eu estou cagando, pra o que você irá dizer!
Olha como eu estou andando, pra bem longe de você!
Pronto, acho que resume muito bem o que eu tinha pra dizer sobre essa situação deplorável que a tua boca nojenta criou ;]
13 de janeiro de 2006
Passei na UFPR. Jornalismo, 3º mais concorrido. O curso, a universidade e a cidade que eu sempre quis. Não tem como esconder que eu tô MUITO satisfeita e feliz por ver que tudo que eu passei esse ano valeu mesmo a pena e que estudar ainda faz algum sentido.
Segunda começo as aulas na auto-escola, provavelmente eu ganhe um carro pra levar pra Curitiba. Por enquanto é só boato, mas não custa nada sonhar.
Agora eu tô esperando resultado da FUVEST. E não vou mentir, eu não quero ir pra São Paulo. Tá, USP é USP, mas São Paulo me tira do sério.
Então é isso. Pra terminar, deixo aqui expresso o meu ódio por pessoas bonitas.
1 de janeiro de 2006
Naquela época eu tinha um namorado, era completamente apaixonada, acreditava que ele era o homem da minha vida. E eu tinha planos de terminar o 3ªº, mudar pro Rio de Janeiro, ir fazer teatro e virar uma bela de uma atriz.
Nada disso aconteceu. Troquei a praia pelo frio de Curitiba, o teatro pelo Jornalismo, o namorado pela solteirice, a vodka pela cerveja, o pulmão pelo Marlboro.
E quer saber de uma coisa? Eu acho que sou bem mais feliz assim.
13 de dezembro de 2005
15 de outubro de 2005
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.Tempo de absoluta depuração.Tempo em que não se diz mais: meu amor.Porque o amor resultou inútil.E os olhos não choram.E as mãos tecem apenas o rude trabalho.E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.Ficaste sozinho, a luz apagou-se,mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.És todo certeza, já não sabes sofrer.E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?Teus ombros suportam o mundoe ele não pesa mais que a mão de uma criança.As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifíciosprovam apenas que a vida prossegee nem todos se libertaram ainda.Alguns, achando bárbaro o espetáculo,prefeririam (os delicados) morrer.Chegou um tempo em que não adianta morrer.Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.A vida apenas, sem mistificação.
com preguiça de apertar "enter" nos lugares certos e tudo mais.
mas Carlos Drummond é Carlos Drummond. E chega!
28 de setembro de 2005
Então, aqui tá tudo bem, tirando essa chuva que não pára e que já me encheu o saco. Esqueci meu guarda-chuva no colégio um dia e não acharam, tive que comprar um novo. Paguei 13 reais num verde-limão e que eu não dou um mês pra quebrar. Tomar no cu.
Mas o que mais me irrita é lavar roupa, colocar ela bonitinha, cheirosinha no varal e por causa desse tempo nojento ela secar com um cheiro horrível de cachorro molhado e você ter que lavar ela de novo. Esta vida de do lar já tá cansando!
Há menos de 5 semanas pro fim do Extensivo eu sinto como se já não lembrasse mais NA-DA do começo do ano. É desesperador. Mas eu jurei que não vou ficar me torturando mais.
O duro é saber que teu curso é o terceiro mais concorrido, que você precisa tirar 29 pessoas pra entrar e que só são 18 vagas por causa das cotas.
tá, eu tinha alguma coisa de útil até pra escrever aqui, mas esqueci completamente. então tchau.
10 de setembro de 2005
tem hora que eu queria me importar menos com muita coisa, muita gente.
eu me faço de durona, de forte, mas tem gente que sabe exatamente onde é o meu calo e pisa ali com gosto, com prazer, sem medo nenhum se vai doer ou não. e dói, como dói. dói mais do que chutar quina com o dedinho e bater o cotovelo e levar choque.
talvez porque essas são daquelas dores que com um "FILHO DA PUTA" gritado bem alto, passam. no máximo um dia e você nem lembra mais delas.
agora o tipo que eu tô falando não é este e tá beeeeem longe de ser.
enfim, eu ando triste com um monte de coisa, comigo, com os outros.
aí o que a gente faz? bebe cerveja, conversa com os amigos que você tava com saudade, recebe um abraço com cheiro de acqua de gio e tudo fica melhor, sabe? bem melhor.
e por um minuto que seja a paz volta, e volta assim, tão sublime, tão verdadeira que dá aquela vontade de transformar o abstrato em concreto, colocar numa sacolinha e levar pra todos os lugares que você for, pro resto da sua vida.
6 de setembro de 2005
Se ela voltar
Que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim...
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim...
1 de setembro de 2005
Amanhã eu vou pra casa. Uma semana inteiriiiiinha de folga. Aí sim, hein.
E ó, vou falar uma coisa: eu ando sem paciência pra algumas coisas/pessoas. E não, não é por causa da tpm. Porque isso já vinha rolando de beeeem antes.
Eu só não agüento mais essa necessidade de se mostrar diferente pros outros, de mostrar atitude, de mostrar conhecimento quando na verdade não passa de um zero à esquerda. Só isso. Cresçam e apareçam, aí vocês podem vir se pagar do que quiser pra mim que eu vou abaixar a cabeça e concordar com tudinho.
Eu não sou na-da também. NA-DA. Mas pelo menos tenho isso no cabeça e acredito que esse seja o primeiro passo pro crescimento. Saber que não sabe nada, que não é nada.
Enquanto se vive a falsa ilusão do conhecimento, do saber, da experiência, você não caminha. Você fica parado no mesmo ponto pra sempre. Ou sendo um pouco mais otimista, até o dia em que a ficha cai e você percebe quão grande o mundo é e como você NÃO É UM PINGUINHO DE LUZ que chama a atenção por onde passa, que impressiona todo mundo e toda essa baboseira.
Conformem-se, somos todos umas merdinhas.
Foda é o Roberto Jefferson, isso sim. HAHAHAHAHAHA
